APR (Análise Preliminar de Risco): O Planejamento Prático que Salva Vidas
Com certeza, a Análise Preliminar de Risco (APR) representa o planejamento inicial de qualquer atividade operacional segura. Nesse documento, o profissional descreve detalhadamente todas as etapas do trabalho, os riscos existentes e as respectivas medidas de prevenção. Por esse motivo, a APR atua como uma ferramenta primordial para evitar acidentes de trabalho e proteger o patrimônio humano das empresas.
Além de ser altamente eficiente, a APR se destaca como uma ferramenta de planejamento extremamente barata. Afinal, o gestor não precisa fazer grandes investimentos financeiros, já que pode desenvolver o formulário diretamente em programas simples como Word ou Excel.
Quem Deve Elaborar a APR e Qual o Primeiro Passo?
Em suma, qualquer pessoa envolvida diretamente na atividade possui capacidade para elaborar a APR. Isso inclui o técnico de segurança, o engenheiro de segurança, o encarregado, o líder de equipe ou o próprio trabalhador que executará a tarefa.
Para iniciar a elaboração, o responsável deve seguir um passo a passo estruturado no chão de fábrica:
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Visitar o local de trabalho para levantar todos os riscos ambientais e as possíveis interferências operacionais.
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Entrevistar o encarregado ou o responsável pela execução para entender exatamente como a equipe realizará a atividade.
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Construir o documento junto com os trabalhadores que vão executar a tarefa, colhendo a percepção de quem está na linha de frente.
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Verificar minuciosamente se a APR contempla todas as etapas do processo e se houve alguma mudança no planejamento inicial.
A Aplicação em Campo e o Poder do Alinhamento
Logo após a conclusão do texto, a liderança deve realizar um Diálogo Diário de Segurança (DDS) no local exato onde a tarefa ocorrerá. Durante essa reunião, o gestor lê a APR em voz alta para deixar claro como a equipe deve trabalhar com total segurança. Na sequência, todos os participantes e responsáveis assinam o documento para autorizar o início imediato dos trabalhos.
Contudo, o trabalho não termina com a coleta das assinaturas. O profissional de SST ou o líder deve acompanhar a atividade em campo para verificar se a equipe comete desvios. Caso surjam imprevistos, a gerência precisa revisar a APR imediatamente, pois a teoria muitas vezes diverge da prática. Lembre-se sempre de que a APR é um documento dinâmico e flexível, que depende totalmente do andamento real da execução.
Blindagem Jurídica: Por Que Arquivar o Documento?
Inquestionavelmente, a empresa que implementa a APR assume o controle total de todos os trabalhos que acontecem no seu canteiro. Para garantir a blindagem jurídica, a organização deve arquivar esse documento pelo período mínimo de 2 anos, mitigando possíveis passivos trabalhistas.
Na prática, o perito judicial costuma solicitar a APR durante as perícias técnicas para conferir se o reclamante assinou o documento na época do contrato. Portanto, o gestor não pode baixar a guarda em nenhum momento. Afinal, o valor de uma única ação trabalhista pode comprometer a saúde financeira e até falir uma empresa despreparada.
“A cada R$ 1,00 investido em segurança e saúde do trabalhador, economizam-se R$ 4,00 com acidentes e doenças do trabalho.” — José Pastore
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